Para quem ama assistir
Lixo Extraordinário, documentário sobre o trabalho em lixões do brasileiro
Vik Muniz:
existem muitos artistas, brasileiros e estrangeiros, que fazem
excelente uso de lixo, transformando objetos descartados em obras de
arte expressivas.
O mais interessante é que a maioria apropria-se da condição de “lixo”
desses materiais – seja como memória do que foram um dia, ou pelo
próprio fato de serem descartados, e, portanto, libertados de sua
condição anterior.
Conheça esses dez artistas que reutilizam e reciclam, fazendo obras de arte impressionantes.
Sayaka Kajita
A artista japonesa
Sayaka Kajita
cria figuras dinâmicas e cheias de poesia usando peças de plástico
descartáveis, como colheres e copos. O mais impressionante é a
sensação de movimento que temos observando suas esculturas, bem como suas formas, que ficam no limiar entre o orgânico e o artificial.
Ann P. Smith
A americana
Ann P. Smith dedica-se
ao uso de peças de eletrodomésticos e eletrônicos descartados. Ela
desmonta cada uma das máquinas, e reutiliza para criar suas
esculturas-robôs, em forma de animais. Além de criar as peças, Ann ainda
grava pequenos clipes de
stop-motion com os robôs, em uma alusão ao ciclo natural de todos os materiais na terra.
Haroshi
O artista japonês
Haroshi empilha
antigos skates para criar esculturas tridimensionais impressionantes,
nas quais é possível notar as camadas coloridas sobressaindo-se. Às
vezes, ele altera a forma que empilha as pranchas, criando novos padrões
coloridos.
Jaime Prades
O artista brasileiro
Jaime Prades. As suas árvores, construídas a partir de
pedaços de madeira recolhidos nas ruas, evocam a memória e o renascimento. A árvore, que virou móvel, que virou lixo, que virou árvore…
Wim Delvoye
O belga
Wim Delvoye trabalha com uma ideia inusita:
esculpir pneus usados,
criando figuras belas e inesperadas. Ele esculpe a mão os delicados
padrões florais, tornando um objeto descartado em um novo objeto
decorativo. Wim também trabalha com outros objetos reutilizados, como
botijões de gás (que acabam parecendo porcelana pintada).
Jane Perkins
A britânica
Jane Perkins usa todo tipo de
quinquilharia – de pedaços de bijouterias quebradas, botões,
brinquedinhos de plástico, bolas de gude e grampos de cabelos velhos –
para criar retratos de pessoas famosas. Ela usa esses pequenos objetos
como reminiscências – as pessoas, como os retratos, são feitos de
fragmentos de memória.
Paul Villinski
Paul Villinski, de Nova York, usa materiais descartados para criar figuras que
evocam a liberdade. Com pares de luvas usados, cria belas
asas, e com o que sobra das latinhas de cerveja, faz
borboletas - segundo ele, a transformação do lixo em arte é uma forma própria de meditação.
David Mach
David Mach também
usa materiais inusitados em suas (gigantescas) esculturas – cabides
velhos, fórforos, ou qualquer outro material usado que as outras pessoas
poderiam tomar como lixo.
Erika Iris Simmons
Conhecemos a sério
Ghost in the Machine, que reaproveita antigas fitas cassetes,
através do Música Pavê. A norte-americana
Erika Iris Simmons utiliza
esse símbolo do obsoleto para construir uma interessante metáfora, de
como as fitas ajudaram a imortalizar o espírito dos ícones da música.
Robert Bradford
O artista
Robert Bradford já está entre artistas que criam arte com brinquedos.
Mas é interessante notar que ele usa pequenos brinquedos velhos ou
quebrados de seu filho para criar suas obras, explicando que o que mais
gosta no trabalho é notar que cada pequena parte que constitui o todo
tem uma história, um passado.