Há séculos explorada pelas potências mundiais, a África é o continente menos desenvolvido do planeta, apesar de possuir enormes riquezas minerais e energéticas.A situação vem se tornando cada vez mais comum em países como Angola, Nigéria, República Democrática do Congo (RDC) e Sudão: a presença de operários chineses nos diversos canteiros de obra espalhados por essas nações africanas. Desde o inicio do século, quando o governo de Pequim passou a investir maciçamente na África, pelo menos meio milhão de chineses já desembarcaram no continente. Além de expandir a precária infraestrutura local, eles ajudam a extrair petróleo e outras matérias-primas de que a China necessita para sustentar o crescimento de sua economia. Não é de hoje que o mundo está de olho nas riquezas africanas.
Desde o século XV, quando os europeus iniciaram a ocupação da África, o continente vem sendo ilhado. Afinal, lá estão 75% do cobalto, dois terços dos diamantes, mais da metade do ouro e um terço do urânio de todo o planeta. Estima-se que possam ser extraídos no continente africano 125 bilhões de barris de petróleo, o que representa cerca de 10% das reservas mundiais.O fato dessa riqueza ainda não ter sido usada para acabar com a miséria e elevar o padrão de vida da população é um dos componentes mais cruéis da tragédia africana. Para agravar a situação, os recursos naturais africanos são alvos de disputas entre milícias rebeldes e governos frágeis com interesses frequentes de empresas de fora, ajudando a fomentar diversos conflitos no continente.








