segunda-feira, 16 de abril de 2012

Resíduo tecnológico não é lixo comum e faz mal à natureza e à saúde

Metais pesados de computadores, pilhas e lâmpadas são altamente prejudiciais ao meio ambiente e, consequentemente, à saúde

 

Com o desenvolvimento rápido e contínuo de todo e qualquer tipo de máquina, nessa era tecnológica em que vivemos, faz pouco tempo que começou a chamar atenção o lixo de alta periculosidade que os descartes geram. Na compra de um celular novo, o que fazer com o velho? E quando a impressora dá problema e acaba saindo mais barato comprar uma nova, o que fazer com aquela lata velha? Não, o certo não é jogar no cesto comum e deixar que o caminhão carregue o material para o lixão. Nem juntar aos vidros e plásticos e deixar que quem faz a coleta seletiva separe. O certo é levar esses chamados resíduos tecnológicos a um posto de coleta.
 
São resíduos tecnológicos: lâmpadas; produtos eletroeletrônicos, como eletrodomésticos, telefones celulares, computadores, impressoras, fotocopiadoras, e etc; pilhas e baterias. Qual o real perigo desses objetos para o meio ambiente? Os metais pesados que vidros, plásticos e placas de alumínio contêm são uma verdadeira ameaça ao meio ambiente. Por exemplo, as lâmpadas têm mais de dez elementos que podem causar impactos negativos, mas o mercúrio é o pior deles. A substância se transforma em gás, contamina o solo, os cursos d’água e acaba sendo absorvido por animais, que mais tarde serão consumidos pelos cidadãos. Um computador de mesa tem mais de 20 substâncias tóxicas.

De acordo com um estudo da organização não governamental Ambiente Brasil em parceria com o Greenpeace, de 2007, o alumínio torna o solo ácido e, com isso, afeta as funções vitais de algumas plantas. ”Alguns autores sugerem existir relação da contaminação crônica do alumínio como um dos fatores ambientais da ocorrência de mal de Alzheimer”, divulga o estudo.

O arsênio pode ser acumulado no fígado, rins, trato gastrintestinal, baço, pulmões, ossos e unhas e chega a causar câncer de pele e dos pulmões, anormalidades cromossômicas e efeitos teratogênicos (deformação fetal). Intoxicação crônica com cádmio pode gerar descalcificação óssea, lesão renal, enfisema pulmonar, além de efeitos teratogênicos e carcinogênicos (câncer). O bário provoca efeitos no coração, constrição dos vasos sanguíneos, elevação da pressão arterial e efeitos no sistema nervoso central. O chumbo, o mais tóxico dos elementos, constitui-se veneno cumulativo de intoxicações crônicas que provocam alterações gastrintestinais, neuromusculares e hematológicas, podendo levar à morte. O mercúrio atravessa facilmente as membranas celulares, sendo prontamente absorvido pelos pulmões, enquanto o cromo pode provocar anemia, alterações hepáticas e renais, além de câncer do pulmão.

As pilhas e baterias de celular têm em sua composição cádmio, chumbo, mercúrio, níquel, grafite, zinco etc. Além de metais pesados tóxicos, as pilhas comuns também possuem substâncias químicas perigosas como o cloreto de amônia e o negro de acetileno.

Fonte: Globo Ecologia

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